Servidores fazem arrastão
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2002
Silvana Leão Reportagem Local 
Funcionários da UEL ligados ao Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde) fizeram arrrastões ontem de manhã no Hospital de Clínicas (HC) e Hospital Universitário (HU). No HC, foi pedido aos cerca de 15 funcionários que estavam trabalhando a suspensão das atividades. No HU, os grevistas fecharam o Pronto Atendimento (PPA), reaberto na última sexta-feira.
Segundo Jovino Alves dos Montes, diretor do SinSaúde, no HC existem de dez a 12 funcionários com funções gratificadas, que interromperam a paralisação em dezembro por determinação do reitor Pedro Gordan. Após a assinatura dos atos executivos prevendo a volta ao trabalho também dos outros servidores, entre 30 e 40 pessoas passaram a assinar o ponto no hospital. Mas ontem, por causa do arrastão, menos funcionários compareceram ao trabalho.
Durante os 143 dias de greve, o HC manteve os serviços essenciais, como entrega de bolsas de colostomia e de medicamentos para pacientes com HIV.
Na semana passada o diretor superintendente do HU e HC, Cláudio Camacho, afirmou que a intenção é reabrir o Hospital de Clínicas no final desta semana. Outra diretora do SinSaúde, Maria Aparecida Ramalho, acha porém que será impossível retomar o atendimento no hospital. Os funcionários responsáveis pelo reagendamento dos pacientes e os auxiliares de enfermagem não estão trabalhando. Na quinta-feira (amanhã) de manhã estaremos lá explicando aos pacientes que não há condições de atendimento.
No final da manhã cerca de 15 pessoas, acompanhadas por Maria Aparecida, foram ao HU pedir o fechamento do PPA, que funciona como um serviço de apoio do Pronto Socorro Médico (PSM). Desde o final da semana passada, o atendimento ambulatorial do PPA vinha sendo mantido no período da manhã.
Para a médica Neusa Casagrande, o fechamento do PPA não causará grandes transtornos. Metade dos pacientes que vêm para cá poderia ser atendida pelos postos de saúde. Já para o coordenador do PPA, o médico e vereador Tercílio Turini, o atendimento no pronto-socorro será comprometido. O tempo de atendimento deverá aumentar e isto irá limitar o atendimento prestado no hospital.
Turini afirmou que tem alertado a direção do hospital para o risco de caos permanente caso a situação (hospital aberto e a continuidade da greve) persista. Ele disse que decidiu reabrir o PPA depois de uma reunião na quinta-feira com a chefia do setor. Em momento algum fizemos pressão para que os funcionários em greve voltassem ao trabalho.


