Servidores públicos estaduais se unem, através de um Fórum, para fortalecer o movimento de reivindicação de reajuste salarial de 50,03%. Na próxima quinta-feira, a categoria promove um dia de paralisação, com concentrações em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. A partir do dia 17 de setembro, a categoria, formada por cerca de 200 mil servidores em todo o Estado, pode entrar em greve por tempo indeterminado se não houver contrapartida do governo. ''Queremos uma audiência direta com o governador e respostas concretas no dia 30'', disse Luís Martins de Lima, presidente da APP-Sindicato, em Londrina.
''É a primeira vez que acontece greve sincronizada com todos os setores, até porque a maior reivindicação, de reajuste nos salários, é a mesma'', avaliou César Caggiano, presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol). Representantes do Fórum enfatizam que as negociações com o governo já estão acontecendo. ''Em julho, uma comissão analisou arrecadação e gasto com pessoal, mas o governo se recusou a fazer qualquer contraproposta, por isso tiramos o indicativo de greve para o dia 17'', afirmou Lima.
Em Londrina, o comando regional de mobilização pretende reunir cerca de 2 mil pesssoas no Calçadão na quinta-feira, dia da ''greve de alerta''. O Fórum, que representa cerca de 15 mil trabalhadores da região, reúne 12 sindicatos e entidades. Hoje, duas assembléias acontecem na sede da APP-Sindicato em Londrina, dos professores estaduais e do movimentos das mulheres de PMs.

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