Representantes de 10 sindicatos de servidores estaduais do Paraná reuniram-se ontem à tarde em Londrina para discutir a campanha salarial 2001. O encontro aconteceu no anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL e definiu como reivindicações da categoria a reposição salarial de 50,03% e o respeito à data-base, em 1º de junho.
Segundo Ana Maria da Cruz, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde em Londrina (Sinsaúde), cada grupo estabelecerá uma pauta específica até julho com mobilização até 30 de agosto. ‘‘Esperamos firmar um acordo antes disso. Caso contrário, entraremos em greve no segundo semestre’’, confirmou.
Ano passado, os funcionários da UEL, Hospital Universitário e Hospital das Clínicas paralisaram suas atividades por 26 dias mas, segundo a sindicalista, pouco ganharam. ‘‘Há seis anos estamos sem aumento salarial e mesmo assim o governo não cumpriu com o calendário de negociações que deu fim à greve em 2000.’’
Ana Maria disse que cerca de 200 pessoas compareceram ontem ao encontro e a expectativa é que este ano a participação dos servidores seja maior. A sindicalista afirma que a categoria já está preparada para as ameaças do governo e por isso não vai desistir fácil dos seus objetivos. ‘‘Ele alega que não tem dinheiro para dar aumento, mas sabemos que no primeiro trimestre deste ano a arrecadação do Estado cresceu 12%.’’
O Paraná tem aproximadamente 150 mil servidores na ativa e 60 mil aposentados e pensionistas que também lutam pela reposição. Filiados ao Sinsaúde e à Associação dos Servidores Técnicos Administrativos da UEL realizam uma assembléia no próximo dia 28, às 10 horas, no anfiteatro do CCB para definir sua pauta.

mockup