O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa protocolou ontem, no Fórum da cidade, um mandado de segurança coletivo. A categoria, que está em greve, pede o bloqueio das verbas do Estado e da União recebidas pelo município, para que eles sejam canalizados exclusivamente para o pagamento de salários.
O prefeito Jocelito Canto (PSDB) alega que todo o problema financeiro que vem sendo enfrentado pela prefeitura deve-se a inadimplência. ‘‘Hoje nós temos R$ 26 milhões para receber em dívida ativa’’, justificou. Jocelito prevê que poderá efetuar os primeiros pagamentos referentes ao mês passado a partir do dia 10, quando receberá uma remessa do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
No momento em que o sindicato protocolava a ação, os servidores fizeram um ato público em frente ao Fórum. ‘‘Vamos pedir socorro ao Judiciário para garantir nosso direito’’, salientou o presidente do sindicato, Leovanir Martins. É o sexto mês consecutivo que a prefeitura atrasa os salários.
Os servidores também cantaram o Hino Nacional e em seguida foram até a prefeitura, onde o movimento continuou durante toda a tarde. De acordo com números do sindicato, 70% do funcionalismo aderiu à paralisação. No Pronto Socorro Municipal, por exemplo, só uma equipe trabalhou para atender os casos de emergência.
O mandado de segurança foi encaminhado à 1ª Vara Cível, sob a responsabilidade do juiz Luís César Nicolau. O advogado do sindicato, José Adriano Malaquias, espera obter a liminar em três dias. ‘‘Saindo a liminar favorável, naturalmente voltamos ao trabalho porque, estrategicamente, nossos objetivos terão sido contemplados’’, disse Leovanir.

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