Servidores e usuários lamentam decisão
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sexta-feira, 15 de abril de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Funcionários e usuários do Hospital Universitário (HU) de Londrina lamentaram ontem o fechamento da Central de Tratamento de Queimados e a restrição no atendimento do Pronto-Socorro. A técnica administrativa Rosana Valle escreveu e distribuiu um manifesto ontem durante a coletiva de imprensa para anunciar as restrições no atendimento da unidade. "Estou pedindo socorro. Precisamos de leito, assistência, dinheiro. Isso aqui é uma referência, é o coração que dói. Se o funcionário pode fazer hora extra é porque o governo do Estado tem dinheiro para pagar. É preciso contratar funcionários. Estamos na UTI, chega de brincar de saúde", desabafou.
Jéssica Augusto chorou quando recebeu a notícia de que a CTQ iria fechar as portas. O marido dela ficou internado por 24 dias no setor depois de sofrer um acidente. Ele recebeu alta e ontem retornou ao hospital para o acompanhamento periódico. "É muito triste receber uma notícia dessas e ficar tranquila. A gente se sente perdido. É muito complicado aceitar tudo isso. Como vai ser o atendimento agora? Quanto tempo os pacientes vão esperar? Tem gente que chega aqui e já é entubado direto."
Na fila do PS, o mecânico Laudinei Coelho também recebeu com surpresa a notícia de que a partir de segunda-feira o setor não irá mais atender a demanda espontânea. Ele acompanhava a esposa, que desde a última segunda-feira sofre com a língua inchada e ninguém descobre a causa. "Não costumo vir direto ao pronto-socorro até porque o HU é bem longe da minha casa. Passamos antes pelo posto de saúde perto de casa e pela UPA do Sabará, mas ninguém resolveu, então decidimos vir ao hospital. Suspender o atendimento aos usuários é errado. Vai fazer muita falta. A saúde pública está cada vez mais difícil."


