Os funcionários técnico-administrativos das universidades federais decidiram paralisar as atividades na próxima quarta-feira (25) e, também, nos dias 9 e 10 de maio. A paralisação de 24 horas é um alerta ao governo federal para as negociações salariais deste ano. Desde a semana passada os servidores estão em estado de greve.

Na semana passada os professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) também votaram por um indicativo de greve para 15 de maio. Pelo menos 16 Ifes já fizeram o mesmo em todo o País. Os professores, que já pararam na última quarta (18) também têm indicativo de paralisação nacional neste dia 25.

Também como forma de pressão, os servidores fazem uam caravana a Brasília no dia 17 de maio. Nos dias 18 e 19 de maio, a categoria avaliará a situação em plenária nacional.

Segundo a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), a falta de resultados em relação à última greve foi o principal motivo que levou a categoria a decidir por uma nova paralisação. Os servidores técnico-administrativos pedem aumento do piso salarial para um valor correspondente a três salários mínimos (cerca de R$ 1,9 mil), além de efetivar o acordo firmado em 2007 com o governo.

De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o diálogo com os representantes dos servidores é constante. As reivindicações estão sendo analisadas pelo secretário de Recursos Humanos, Sérgio Mendonça, que na próxima terça-feira (24) se reunirá com a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

A última greve dos servidores técnico-administrativos das universidades públicas federais ocorreu no ano passado e durou quatro meses. Durante esse período, o governo manteve a posição de não negociar com os grevistas. A paralisação foi considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça depois de ação da Advocacia-Geral da União (AGU). De acordo com o calendário da Fasubra, 30 de maio é a data-limite para chegar a um acordo com o governo.

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