A partir deste mês, os funcionários dos hospitais universitários das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) deverão receber a Gratificação de Atividade em Saúde (GAS) como abono salarial. A deputada estadual Elza Correia (PMDB) participou ontem de reuniões com servidores do HU de Londrina para informá-los sobre como será feito o pagamento.
A GAS será paga como abono até que a regulamentação efetiva do benefício para os servidores dos HUs seja aprovada na Assembléia Legislativa. Segundo Ana Maria da Cruz, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Londrina (Sinsaúde), o governo estadual deverá enviar um projeto de lei para o legislativo em janeiro.
Elza comentou que as reuniões de ontem serviram para tirar dúvidas dos servidores sobre a implantação da GAS. ''Conversei com o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, e a secretária (de Estado) da Administração e Previdência, Maria Marta (Renner Weber Lunardon), e constatamos que havia um desencontro de informações sobre o assunto. Por isso realizamos as reuniões'', afirmou a deputada. O valor da GAS varia conforme a atividade desempenhada pelo servidor e representa entre R$ 500 e R$ 700.
Segundo Ana Maria, desde outubro os funcionários dos hospitais da Zona Norte (HZN) e da Zona Sul (HZS) de Londrina vêm recebendo a gratificação. De acordo com a sindicalista, os servidores dos HUs não tinham previsão de recebimento do benefício porque as universidades estaduais são regulamentadas por legislação diferente da lei do quadro próprio do poder Executivo do Paraná. ''Porém, como a GAS é um pagamento destinado a funcionários estaduais que trabalham na área de saúde, achamos que seria justo que os servidores dos HUs também recebessem a gratificação'', explicou Ana Maria.
No início do mês, o Sinsaúde enviou um documento para o governo estadual para reivindicar que os funcionários do Hospital Veterinário (HV) e da Clínica Odontológica da UEL também tenham acesso à GAS. Entretanto, segundo Elza, já que os servidores que trabalham nesses locais requisitaram a gratificação depois dos funcionários dos HUs, ainda será avaliado se eles receberão o benefício.
Paralelamente, os servidores das universidades estaduais estão reivindicando reposição salarial de 70%, a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e pagamento de abono emergencial para os que não terão direito à GAS. ''Estamos tentando negociar com o governo estadual'', disse Ana Maria.

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