Servidores do sistema penitenciário tentarão negociar
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de setembro de 2001
Erika Wandembruck <br> De Curitiba 
Servidores públicos estaduais do sistema penitenciário decidiram ontem, em assembléia, que não entram em greve. Eles tentarão negociar com o governo pelo diálogo e para isso vão criar uma federação composta por integrantes do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário (Sinssp), Sindicato das Classes Policiais Civis no Estado do Paraná (Sinclapol), Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai) e servidores lotados em instituições que abrigam menores infratores.
''A intenção é formular uma pauta unificada, fortalecendo as categorias pela federação para tentarmos negociar com o governo'', disse Wilson Brasil, delegado sindical da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM). No entendimento do Sinssp, a deflagração de greve em penitenciárias é mais arriscada do que na área de saúde. Por isso, só será cogitada caso as reivindicações não sejam atendidas.
''Não queremos greve. Uma paralisação poderia ocasionar rebeliões, fugas em massa e até mortes'', disse o delegado do sindical da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Gustavo Gonçalves.
A nova federação quer reajuste salarial de 50,03%, por conta dos salários defasados há seis anos. Reivindica ainda concurso público para reposição de efetivo e planos de cargos e salários.


