Servidores do PAI voltam ao trabalho
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quinta-feira, 18 de maio de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina Especial para a Folha 
Os funcionários do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e do Centrolab têm 10 dias para apresentar à administração um plano de redistribuição de verbas para pagar a bonificação especial a cerca de 200 funcionários destes estabelecimentos. Este foi o resultado de uma reunião realizada ontem de manhã entre a direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), os secretários da Fazenda, Governo, Saúde e Procuradoria Jurídica.
Ontem, o dia foi de protesto no PAI e Centrolab. Apenas casos de urgência e emergência foram atendidos pela manhã. Os outros eram encaminhados à Santa Casa, Posto Municipal José Belinati, Hospitais da Zona Norte, Zona Sul e Universitário.
Contudo, o clima era de tranquilidade. A intenção era paralisar as atividades até as 7 horas de hoje, mas por volta das 11h15 os funcionários do turno da manhã decidiram em assembléia aceitar a trégua com a prefeitura e voltar ao trabalho. As equipes da tarde e noite apoiaram a decisão dos colegas.
Temos um economista que vai procurar uma brecha dentro do orçamento anual para pagar os 25% de bonificação a cada um dos funcionários. Desde a inauguração do PAI já perdemos R$ 44 mil, disse a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godoi. A categoria acredita que o pagamento da bonificação só não foi autorizado até agora por falta de vontade política.
A diretora de formação do Sindserv, Neiva Alves Bertier de Almeida, acrescentou que o sindicato também vai entregar ao executivo um relatório descrevendo o atendimento que é prestado hoje no PAI.
Segundo ela, o Pronto Atendimento Infantil, como os demais postos de saúde da cidade, foram criados para prestar apenas atendimento básico, mas com o descredenciamento do pronto-socorro do Hospital Evangélico (HE), ele passou a fazer internações.
Recebemos treinamento para cuidar de crianças que ficariam aqui por, no máximo, seis horas. Mas hoje, temos pacientes que ficam até dois dias. Isso aumenta nossa responsabilidade e o risco de saúde que corremos, explicou a auxiliar de enfermagem Joice Marisa Dias. Conforme a presidente do Sindserv, a reunião com os secretários municipais foi bastante tensa.


