Albari RosaFuncionários paralisaram atividades por um dia, ontemOntem, no Dia Mundial da Saúde, os servidores da Previdência Social em Curitiba paralisaram as atividades protestando contra a política salarial e administrativa do governo federal. Pela manhã, cerca de 300 servidores realizaram um ato em frente da sede do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) em Curitiba. Mais tarde eles reuniram-se com a superintendência do órgão no Paraná para apres40tar as reinvindicações. Os empregados querem reajuste salarial de 28,86%, mudanças no projetoda reforma da Previdência Social, alteração na carga horária de trabalho e manutenção e extensão do atual plano de cargos e salários. Hoje, os serviços do INSS funcionam normalmente.
O secretário de organização do Sindicato dos Servidores Públicos e Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindprevs), Moacir Lopes, disse que a paralisação - de apenas um dia em todo o País - é um aviso ao governo federal para a possível deflagração de greve no dia 25 deste mês. Antes de decidir pela greve, a categoria se reúne no dia 17 abril para mais uma dia de mobilização.
Lopes afirmou que a insatisfação do servidores do setor pode ser sentida pela diminuição do quadro funcional. ‘‘Nos últimos cinco anos, mais da metade dos servidores se aposentou por causa da falta de perspectiva profissional’’, afirmou. Atualmente, para repor o quadro, hoje com 1.400 pessoas, seria preciso contratar 900 novos empregados. ‘‘Esses servidores ajudariam na criação de um sistema de rodízio, que possibilitaria a diminuição da carga de trabalho de 40 horas para 30 horas’’, dissse.
Lopes disse que os servidores do INSS querem que o governo não aprove o atual projeto para a Previdência, em análise no Congresso Nacional. ‘‘As proposta existente prejudica todos os trabalhadores, inclusive os da iniciativa privada’’, opina. Para ele, o governo realizou uma reforma ‘capenga’, que beneficia apenas alguns. ‘‘Não houve coragem de mudar as regras para os militares e deixou-se em aberto as alterações para os políticos’’, criticou.

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