Servidores do Hospital de Clínicas fazem nova greve
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sexta-feira, 11 de maio de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
Funcionários da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) que trabalham no Hospital de Clínicas da UFPR, vão entrar em greve na próxima segunda-feira. Eles representam cerca de 40% dos funcionários do hospital e reivindicam reajuste salarial, aumento na concessão de vale alimentação, entre outros benefícios. O HC ainda não divulgou quais os setores que vão ficar prejudicados com a greve, mas de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná (Sinditest- PR) apenas os serviços emergenciais estarão funcionando.
Os cerca de 1,5 mil funcionários celetistas do HC, contratados pela Funpar, querem reajuste de 75% no salário e 90% no vale refeição. Eles estão há sete anos com os salários congelados e pedem o benefício de acordo com cálculos inflacionários relacionados ao tempo sem reajuste.
Em nota oficial divulgada ontem, a direção do HC é categórica ao informar a impossibilidade de conceder o aumento e justifica a medida com a atual situação financeira do hospital. Qualquer reajuste salarial geraria um déficit maior e teria consequências ainda mais graves para os pacientes do HC, colocando em risco o próprio emprego dos funcionários do HC/Funpar, diz a nota.
O HC não informou o montante do déficit atual, mas salientou que qualquer alteração na folha de pagamento seria uma atitude irresponsável. O Sinditest calcula que o cumprimento das exigências dos funcionários geraria um impacto de menos de R$ 150 mil na folha de pagamento do hospital. Se um acordo for realizado, a greve pode ser suspensa.
Diretores do Sinditest estiveram em reunião durante todo o dia de ontem para definir detalhes da paralisação, prevista para começar às 6 horas. Às 10 horas, os funcionários realizam assembléia no hospital. O sindicato informou que não tem objetivo de prejudicar o atendimento e que está cumprindo todas as exigências legais para que a greve não seja caracterizada como abusiva. Segundo o Sinditest, o movimento foi informado com 72 horas de antecedência e as reivindicações são pertinentes.
Além dos funcionários da Funpar, técnicos da UFPR e Cefet também pretendem entrar em greve. Eles esperam resultado da plenária nacional no dia 19, em Brasília, com representantes das universidades federais de todo o Brasil para decidirem.


