A Universidade Federal do Paraná (UFPR) vai avaliar possíveis recursos contra a decisão judicial que determinou o fim da greve dos funcionários lotados no Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba. A medida está sendo tomada para tentar manter o direito de paralisação dos funcionários técnicos-administrativos – que voltaram ontem ao trabalho, depois de 11 dias parados – sem afetar o atendimento à população. O vice-reitor da UFPR, Rômulo Sandrini, diz que a instituição reconhece a validade da greve, mas precisa administrar um ‘‘conflito’’: a manutenção dos serviços do hospital. Na última quinta-feira, o juiz substituto da 2º Vara Federal Guy Vanderley Marcuzzo, determinou que os funcionários do HC voltassem ao trabalho.
Os funcionários do hospital começaram a voltar ao trabalho ontem, mas uma comissão formada por dez pessoas não deve retornar. Elas fazem parte de uma assembléia marcada para hoje, às 10 horas, para oficializar o retorno e pedir uma solução para UFPR. ‘‘Queremos saber se o HC tem autonomia e o que podemos fazer contra a liminar’’, rebateu o representante do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de 3º Grau Público (Sinditest) no Conselho Universitário da UFPR, Wilson Messias.

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