Servidores do HC param por melhores salários
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segunda-feira, 30 de agosto de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os servidores técnico-administrativos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram ontem que irão acompanhar a greve nacional da categoria e entraram em greve por tempo indeterminado. No primeiro dia de mobilização, apenas 28 dos dois mil servidores faltaram ao trabalho. Entretanto, pertenciam a áreas estratégicas do hospital. Dos 20 funcionários do centro cirúrgico, 14 não foram trabalhar. A assessoria de imprensa do HC não soube informar ontem se alguma cirurgia havia sido cancelada pela falta dos técnicos de enfermagem e enfermeiros.
Também ocorreram faltas significativas na maternidade e na lavanderia. A direção do hospital informou, entretanto, que as consultas continuavam sendo realizadas normalmente. O presidente do Sindicato das Instituições de Ensino Superior do Paraná (Sinditest), Moacir Freitas, disse que a greve dos servidores técnicos-adminstrativos federais no Paraná, que começou no dia 26 de junho, ganha força agora com a adesão dos funcionários do HC. ''Acho que iremos engrossar o movimento para forçar um encaminhamento rápido das negociações por parte do governo federal'', disse ele.
Ontem, os servidores em greve (parte dos funcionários do Restaurante Universitário da UFPR, Sistema de Casas Estudantis e servidores da UFPR) decidiram aceitar as propostas salariais do governo federal. Eles só devem retornar ao trabalho depois que um projeto de lei para adequação de um plano de cargos, carreiras e salários da categoria seja encaminhado para o Congresso Nacional. A proposta tinha que ter seguido para os deputados federais e senadores em maio deste ano. Entretanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) engavetou o projeto.
O governo federal já concedeu gratificações diferenciadas retroativas a maio para mostrar a ''boa vontade'' em negociar com os servidores federais. As gratificações foram de R$ 130 para nível de apoio, R$ 180 para nível médio e R$ 265 para nível superior. ''Estamos em fase final de negociação. Se tudo der certo, a greve do HC e da UFPR terminam já no início do mês que vem'', complementou o sindicalista. Outros 26 sindicatos brasileiros apoiaram as negociações com o governo federal e estão dispostos a parar a greve quando o projeto seguir para o Congresso Nacional.
O plano de carreiras da categoria não dá ganhos financeiros num primeiro momento, apenas faz uma readequação dos cargos. Em janeiro de 2006, as gratificações serão incorporadas nos salários.


