Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) resolveram manter a greve que já dura 54 dias. A decisão foi tomada na tarde de ontem, durante uma assembléia. A medida será adotada até que o Ministério da Educação (MEC) apresente uma proposta positiva para a classe.
Com isso, os técnicos decidiram prosseguir com a ocupação de locais estratégicos da instituição, que tiveram início na última sexta-feira, no Departamento de Contabilidade e Financeiro (DCF), que está com sua porta de entrada lacrada. Caso não haja a volta ao trabalho, as invasões continuarão na semana que vem, segundo Luiz Fernando Mendes, diretor de Formação do Sindicato dos Trabalhadores da Educação e Ensino de Terceiro Grau de Curitiba e Região Metropolitana (Sinditest).
Mas os grevistas esperavam para a noite de ontem uma resposta positiva para a última proposta apresentada anteontem pela Federação dos Servidores das Universidades Brasileiras. A classe reivindica que o ministério garanta um percentual de 4,5% de reajuste salarial para os funcionários em cada ascensão de cargo. Isso totalizaria um repasse anual de aproximadamente R$ 474 milhões ao ano, que seriam repassados para os servidores técnicos de todo o Brasil.

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