Os servidores públicos estaduais, acampados em frente ao Palácio Iguaçu desde o dia 9 de setembro, devem encerrar hoje o protesto. Representantes de 11 sindicatos que participam do Fórum das Entidades Sindicais do Estado do Paraná se reúnem hoje para decidir sobre a continuidade do movimento, mas devem, segundo um dos coordenadores do Fórum, João Batista Camargo, optar pela retirada das barracas.
Mesmo sem ter conquistado o reajuste salarial pretendido (42%), os sindicalistas acreditam que o protesto cumpriu seu objetivo, com um resultado mais ‘‘moral’’ do que financeiro. ‘‘Mostramos que existe unidade dos trabalhadores na luta pelos seus direitos’’, diz Camargo.
Hoje à tarde, os representantes dos sindicatos têm uma reunião marcada com o Conselho de Política de Pessoal do governo, formado pelos secretários da Administração, Fazenda, Previdência e Casa Civil. Eles voltarão a exigir que o reajuste seja concedido.
Copel - A Companhia de Energia do Paraná (Copel) negou novamente o pedido de reajuste salarial pretendido pelos funcionários da empresa. Em uma reunião realizada anteontem na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), representantes da Copel e de dez sindicatos representando os funcionários não chegaram a um acordo sobre o percentual de reajuste. Enquanto os sindicalistas pedem uma reposição de 4,38% nos salários, a direção da Copel afirma que não concederá qualquer aumento.
O argumento da empresa é que os funcionários já recebem salários acima da média do mercado. No ano passado, segundo os sindicalistas, todos os empregados da Copel receberam reajustes de 9% - percentual próximo do índice de inflação. Se não houver acordo, a questão será levada para dissídio coletivo e decidida pela Justiça do Trabalho.
O diretor do Sindicato dos Técnicos do Paraná (Sintec/PR), Solomar Pereira Rockembach, afirma que a empresa também pretende acabar com outros benefícios. Entre eles estaria o acréscimo de salário por tempo de serviço (anuênio) e o percentual por exercício de dupla função (todos os funcionários da empresa são obrigados a dirigir).
Segundo o superintendente de Recursos Humanos da Copel, Mauro Castelano, a empresa possui uma contra-proposta de concessão de abonos salariais para compensar a falta de reajuste. ‘‘Esta medida tem um impacto menor na folha de pagamento da empresa e não compromete nossa competitividade’’, afirma. A proposta ainda não foi discutida.

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