Os professores e servidores estaduais em greve da UEL decidiram nas assembléias de ontem manter a paralisação, não assinar a folha-ponto e realizar protestos diários contra os atos executivos assinados pelo reitor Pedro Gordan que determinaram a volta ao trabalho.
‘‘Agora é o reitor que tem que dar uma resposta para nós’’, apontou o presidente da Associação dos Servidores Técnico-administrativos da UEL (Assuel), Itamar Rodrigues Nascimento. Servidores e professores protestaram ontem em frente à reitoria, usando o boneco de um ET.
Na sexta-feira, depois de se reunir com o comando grevista estadual, Gordan afirmou que a presença de sindicalistas das outras duas universidades em greve - universidades de Maringá (UEM) e do Oeste do Paraná (Unioeste) - significava uma ‘‘pressão alienígena’’ junto à UEL.
Itamar confirmou ainda que os sindicatos estão colhendo assinaturas para auto-convocar o Conselho Universitário para que revoguem os atos. Eles dependem da concordância de 50% mais um dos membros. Em outra via, os sindicalistas tentam instaurar processo administrativo contra o reitor, ‘‘que infringiu o estatuto da UEL’’, ao baixar os atos sem consultar o CU e não fazer convocações mensais do conselho.
Os servidores do HU, por sua vez, usaram a assembléia para conclamar seus colegas a não assinarem a folha-ponto e não cederem às pressões para retornarem ao trabalho. ‘‘Os atos executivos intimidaram muitos servidores, que decidiram por voltar ao trabalho’’, afirmou a presidente do Sindicato dos Servidores na Área de Saúde (SinSaúde), Ana Maria Cruz.
Os servidores aprovaram ainda uma ‘‘moção de repúdio’’ ao presidente da Câmara Municipal, Tercílio Turini (PSDB), que trabalha como médico plantonista no Hospital Universitário (HU) e estaria pressionando servidores. Segundo Ana Maria, dos 60% dos servidores que teriam voltado ao trabalho, 90% estão assinando as folhas-ponto.
Hoje, os servidores realizam pela manhã um ‘‘arrastão’’ no Hospital de Clínicas da UEL para tentar convencer os grevistas a não retornarem ao trabalho. Eles também pretendem barrar pela manhã a abertura do Posto de Pronto Atendimento no HU.

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