Servidores de nível superior podem ter reajuste parcelado de 80% em 97
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
Simone Mattos<br>Da Sucursal 
Um aumento de 80% no salário dos funcionários públicos estaduais de nível superior poderá ser confirmado pelo governo na próxima terça-feira. Cerca de cem lideranças de funcionários se reuniram ontem pela manhã em frente à Secretaria da Administração, onde realizaram uma assembléia.
Eles não recebem reajuste salarial há 15 meses e estão mobilizados através de uma campanha que teve início no ano passado para conquistar este índice de reajuste.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros, Carlos Bittencourt, disse que o chefe da Casa Civil, Giovani Gionédis, o informou ontem por telefone que o projeto de reajuste já estava sendo encaminhado para a Assembléia Legislativa e deveria ser anunciado no início da semana. A proposta, admitida por Gionédis, é de um reajuste de 80%, parcelado em oito vezes a partir de janeiro.
Segundo as lideranças, o adicional foi proposto pelo próprio governo, mas a concretização da proposta vem sendo adiada desde agosto. Eles disseram que a primeira data estipulada, logo após as eleições municipais de outubro, foi adiada para os dias seguintes ao segundo turno das eleições, em novembro.
Bittencourt explicou que o reajuste solicitado pelos quase sete mil funcionários de nível superior do Estado representará um aumento quase insignificante na atual folha de pagamento praticada, já que a reposição será parcelada.
Segundo o líder dos servidores, os baixos salários estão provocando uma acentuada redução no quadro de funcionários do Estado. A Secretaria da Agricultura, por exemplo, que contava com 1.200 servidores, hoje teria apenas 700.
O salário inicial dos engenheiros, arquitetos, veterinários, jornalistas e várias outras categorias de nível superior, empregados nos órgãos do Estado e com carga diária de oito horas de trabalho, é atualmente R$ 586,00. Funcionários com 20, 30 anos de casa estão ganhando R$ 1.150,00, disse Bittencourt.
Algumas categorias possuem quadro próprio de salário, como advogados, delegados, procuradores e funcionários da Receita Estadual e não estão engajados na campanha.


