Servidores de Maringá podem entrar em greve
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de agosto de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá Os servidores municipais de Maringá realizam hoje uma assembléia geral com indicativo de greve. A categoria reivindica 6,34% de reposição salarial referentes às perdas acumuladas de maio do ano passado a abril deste ano. Já a administração municipal não acena com nenhuma possibilidade de reposição alegando dificuldades para manter qualquer compromisso firmado com os servidores.
De acordo com o presidente do PT, Claudemir Romancine, a administração zerou a inflação em abril de 2001, quando os servidores receberam reajuste de 17%. Mas a partir de então, a categoria não recebeu mais nenhuma reposição da inflação do período.
Segundo ele, os servidores não descartam a possibilidade de greve, principalmente em função das últimas medidas adotadas pela prefeitura, como o corte no adicional de insalubridade a cerca de 250 servidores da Secretaria de Meio Ambiente.
''Não tenho dúvida que este tipo de medida é um fator de motivação para que os servidores realmente decidam pela greve'', destacou.
Para o chefe de gabinete da prefeitura, Reginaldo Dias, se os servidores optarem pelo indicativo de greve não será por falta de negociação. Ele disse que a administração não tem condições de apresentar qualquer proposta de reajuste ''nesse momento''.
Segundo Dias, os investimentos realizados desde o ano passado, além da reposição salarial, impossibilitam que a administração ofereça novos reajustes. ''De qualquer forma vamos abrir as contas da prefeitura para que os servidores entendam a nossa dificuldade de atender às reivindicações da categoria'', salientou.


