Servidores de Maringá deflagram greve hoje
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá Os servidores da Prefeitura de Maringá começam hoje uma greve por tempo indeterminado. O sindicato da categoria não aceitou ontem a proposta da administração municipal em conceder reposição salarial de 10% em janeiro do ano que vem. Os servidores exigem 16% equivalente às perdas de 2001 a 2003. Somente os serviços considerados essenciais, como da área de saúde e coleta do lixo, devem funcionar parcialmente.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sismmar), João Carlos Carrosi, desde o final de agosto a categoria tenta um acordo com a administração municipal.
''Os servidores entram frustrados nesta greve porque esperavam mais deste governo'', disse o presidente do Sismmar. A proposta de 10% da administração já havia sido rejeitada em assembléia realizada no último sábado.
Desde segunda-feira, o sindicato realiza reuniões com a administração petista, mas nenhuma negociação foi aceita. ''Eles (sindicato) deveriam ter investido mais na negociação porque os 10% já concordamos em pagar e não poderia ser por 6% a deflagração da greve'', afirmou o chefe de Gabinete da prefeitura, Reginaldo Dias.
Conforme Dias, a administração não tem como conceder qualquer reajuste antes de janeiro por conta do pagamento do 13º salário dos servidores. A Prefeitura de Maringá tem 6.800 servidores municipais e a folha mensal gira em torno de R$ 6,7 milhões.
Segundo o chefe de gabinete, em 2001 a administração zerou em 15% as perdas do governo anterior. ''Nos quatro anos da gestão passada os servidores aceitaram apenas 5% e uma cesta básica e não cogitaram greve'', lamentou.


