Servidores de Guaratuba fecham postos
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 230 funcionários públicos do sistema público de saúde de Guaratuba (Litoral) começaram uma paralisação por tempo indeterminado ontem. Os servidores reivindicam o pagamento dos salários que estão atrasados, em alguns casos, há quatro meses. Em comunicado entregue ao secretário de Saúde, Cleocir Portela, os funcionários declararam que a paralisação não deve afetar o Pronto-Atendimento (PA) do município.
Com a decisão dos servidores, todos os postos de saúde da cidade foram fechados. Além do atraso nos salários, os funcionários também reclamam da falta de materiais e medicamentos. Guaratuba está em uma grave crise financeira desde agosto e vários fornecedores do município estão com pagamentos em atraso.
"A situação é complexa mas estamos fazendo o possível para manter o Pronto- Socorro aberto e em plenas condições de atendimento", disse Portela. Questionado sobre a falta de medicamentos que afeta o município, o secretário afirmou que o estoque do PA está abastecido. "O básico a gente tem. Não vou deixar que falte nada lá", disse.
Na última terça-feira, a Justiça pediu a prisão preventiva de Paulo Jamur, secretário municipal de Finanças, por estelionato. Para o promotor público Rui Riquelme Macedo, Jamur seria o responsável pela emissão de inúmeros cheques sem fundos em nome do município. Até o fechamento dessa edição o secretário, que é filho do prefeito, não havia sido detido. Segundo o delegado da cidade, Iberê Toniolo, Jamur não está mais em Guaratuba.
Sem dinheiro em caixa
Segundo Portela, a prefeitura estaria sem nenhum dinheiro em caixa e não poderia fazer nenhum pagamento. "Na semana passada foram pagos os salários de quem recebe menos de R$ 500,00, mas acima disso ninguém recebeu", informou. As contas da administração municipal estão bloqueadas pela Justiça desde terça-feira. "Estamos fazendo um levantamento da situação, mas isso deve demorar", explicou.


