A subestação de Furnas Centrais Elétricas, em Foz do Iguaçu, realizou ontem uma greve com duração de 24 horas. Cerca de 200 funcionários aderiram à paralisação deixando o controle nas mãos de apenas quatro operadores responsáveis pela transmissão de energia. A subestação é responsável por 26% do fornecimento de energia do País. Na última greve em 1991, o controle ficou 84 horas sem nenhum tipo de revezamento de operadores.
Segundo Paulo Vitor Gautério, diretor de comunicação do Sindicato dos Eletricitários de Foz, o sistema está operando normalmente. ‘‘Se ocorrer alguma falha eventual no equipamento, o pessoal da manutenção deve entrar em ação’’.
Os funcionários reivindicam um reajuste salarial de 10% e um abono indenizatório no valor de uma remuneração e meia referente à perdas salariais dos últimos cinco anos. Amanhã haverá uma reunião entre os grevistas e a diretoria de Furnas. No dia 1º será a vez da diretoria da Eletrobrás receber os líderes do movimento.
Se o impasse persistir, uma paralisação será articulada, porém por tempo indeterminado. A Folha tentou entrar em contato com o chefe da subestação, José Maurício Zaroni, chefe da mas não conseguiu localizá-lo.
Uma das propostas da pauta de reivindicações é a criação de um conselho tripartite composto por representantes das empresas fornecedoras de energia, dos trabalhadores e da sociedade civil. Sua função seria fiscalizar o aumento de tarifas e zelar pela qualidade dos serviços prestados.
A categoria começou seus protestos no dia 17 deste mês, quando iniciaram uma ‘‘operação tartaruga’’. Dia 18, fizeram a primeira paralisação de advertência que durou 12 horas. Furnas possui 44 subestações distribuídas em todo o País.

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