Professores e funcionários da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) decidiram por unanimidade em assembléia realizada na manhã de ontem, no campus de Cascavel, pedir a renúncia do reitor em exercício, Wilson Iscuissati. A paralisação nas universidades estaduais completou ontem 71 dias.

O professor e membro do comando de greve, Luiz Fernando Reis, explica que a decisão de pedir a renúncia do reitor se deu em decorrência da ''falta de atitude dele na defesa dos interesses da Unioeste''. ''O atual reitor tem mostrado que não possui nenhum preparo para o cargo, não se posiciona do lado da comunidade acadêmica e não tem cumprido as decisões do Conselho Universitário, por isso estamos pedindo que ele renuncie por incompetência'', disse.

Luiz Fernando acrescenta que o reitor tem tomado ''atos autoritários e ilegais sem nenhum constrangimento perante a comunidade acadêmica''. ''Não é mais possível continuarmos com um reitor que não tem legitimidade nem competência para dirigir uma instituição de tamanha importância para as regiões oeste e sudoeste do Paraná'', frisa.

O reitor em exercício da Unioeste, Wilson Iscuissati, não foi encontrado para comentar a decisão do comando de greve de pedir sua renúncia. Entretanto, ele deverá presidir a reunião do Conselho Universitário que acontece hoje, a partir das 8h30, na reitoria, quando poderá se defender das acusações.

A Assembléia Universitária reuniu cerca de 300 pessoas no anfiteatro da Unioeste que também votaram pela continuidade da greve, até que o secretário da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrafthig, se manifeste sobre a proposta do governo para retorno às atividades acadêmicas.

Os grevistas aguardam uma posição para o início de dezembro, período em que o Chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, afirmou que seria possível apresentar uma contraproposta. Por outro lado, informações extra-oficiais dão conta de que a Unioeste poderá ter férias coletivas de 30 dias, decretadas para o final de dezembro e parte de janeiro de 2002.

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