Servidores da UFPR entram em greve
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
Os funcionários administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) voltam a paralisar as atividades quase três meses depois de encerrarem uma greve de 96 dias. Ontem, em assembléia pela manhã, os servidores decidiram que vão interromper até sábado os atendimentos da universidade, que inclui também o Hospital de Clínica de Curitiba o maior da Capital. Ontem, até o fim da tarde, nem o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Terceiro Grau do Paraná (Sinditest) ou a UFPR tinham um balanço sobre quantos setores deixaram de funcionar.
O diretor de Política Social do Sinditest, Antônio Aleixo, explicou que a continuidade da paralisação está condicionada a uma negociação da categoria com o governo federal, no fim de semana. Aleixo afirmou que a paralisação foi motivada pela quebra do acordo por parte do Ministério da Educação (MEC).
No último movimento, que foi nacional, os funcionários administrativos encerraram a manifestação, com a promessa da publicação de uma medida provisória garantindo o reajuste. O aumento previsto era de 10% para a categoria de servidores de apoio, que tem salário-base de R$ 151,00; 15% para os de nível médio, que recebem R$ 280,00; e 45% para os de nível superior com salário-base em torno de R$ 460,00.
O governo não cumpriu o acordo, causando insatisfação entre os servidores, afirmou Aleixo. Por enquanto, o protesto contra o MEC se limita a UFPR, ao contrário da outra greve, quando os servidores de quase todas as entidades de ensino federais cruzaram os braços. Com uma nova rodada de negociação, vamos ver se o movimento pode se estender por outras universidades, afirmou.
A manifestação é vista com simpatia pelo reitor Carlos Alberto Antunes dos Santos, que disse ser justa as reivindicações da categoria. Antunes faz parte da comissão nacional que negocia aumento com o governo federal. A sua assessoria de imprensa informou que o reitor, como membro da Associação dos Dirigentes de Entidades Federais de Ensino Superior (Andifes), vem mantendo semanalmente diálogos com o ministério, mas sem obter resultados.
Já a direção do HC não se posicionou sobre o movimento, mas solicitou uma liminar para manter os serviços básicos do hospital. No total, a UFPR tem 3,7 mil servidores, sendo 2.050 do Hospital de Clínicas.


