Servidores da UEL tentam negociar débitos atrasados
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segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Célia Guerra<br> De Londrina 
Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em grave há mais de um mês, estão tentando negociar débitos atrasados. Integrantes do comando de greve pediram ao prefeito Nedson Micheleti (PT) para interceder pela categoria quanto ao atraso dos pagamentos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), contas de telefone da Sercomtel e prestações da Companhia de Habitação (Cohab). O sindicato dos servidores está cadastrando os funcionários carentes e passará a lista para que a prefeitura prorrogue o prazo de pagamento dos débitos municipais.
A Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel) também enviou ofícios ontem para a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Copel, Sanepar e Telepar Brasil Telecom. Segundo o presidente da Assuel, Itamar Nascimento, o desconto dos dias parados no salário do mês passado deixou muitas famílias em situação crítica. A entidade quer que os credores tenham ''um pouco mais de paciência, pois assim que os salários forem pagos as dívidas serão saldadas'', garantiu.
A assessoria da prefeitura informou que os atrasos com o IPTU e Cohab não representam risco aos servidores. Já a Sercomtel aguardaria a lista dos servidores ameaçados de corte do telefone para garantir a continuidade do serviço.
A Assuel continua com a campanha de arrecadação de alimentos, que estão sendo distribuídos entre os funcionários de baixa renda. Amanhã os grevistas promovem um bazar de roupas usadas, a partir das 8 horas, em frente ao Cine-Teatro Ouro Verde, na área central da cidade.


