Servidores da UEL recuam e mantêm greve
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terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Célia Guerra 
Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) recuaram da decisão de uma trégua no movimento. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos (Assuel), Itamar Nascimento, a volta ao trabalho agora só ocorrerá com uma proposta concreta do Governo do Estado.
Na semana passada, os servidores da UEL haviam decidido que retornariam ao trabalho caso o reitor Pedro Gordan aceitasse negociar a pauta específica da categoria. A decisão, admite Nascimento, deu a impressão de um racha no movimento, já que a pauta, como explicou, não contempla reivindicações dos professores, mas apenas dos servidores da UEL e do Hospital Universitário (HU). Assim, a decisão só poderia ter sido tomada numa assembléia conjunta das duas categorias, o que não ocorreu. O comando local, numa reunião realizada na sexta-feira passada, de acordo com o sindicalista, havia solicitado que a decisão fosse revista.
Para a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, a pauta específica não é condição para que se encerre a greve. Paralisamos nossas atividades pela reposição salarial, destacou. Ana Maria reforçou que o Sinsaúde espera a negociação da pauta específica ainda durante a greve e também jogou para o Estado a responsabilidade pelo fim do movimento.
O Sindicato dos Professores (Sindiprol) comemorou a nova decisão da Assuel. Para o presidente, Cesar Caggiano Santos, os servidores mostraram que ocorre unidade no trabalho realizado desde o dia 17 de setembro, quando a greve se iniciou. Cada categoria tem autonomia para suas decisões, mas é preciso, para isso, uma ampla discussão, ponderou.
Os professores fizeram ontem uma reunião de caráter preparatório para a assembléia que ocorre hoje, às 9 horas. O professor Kennedy Piau comentou que o governo, antes da divulgação da carta-compromisso do dia 12 de dezembro, havia dado indicação de reajuste entre 10% e 15%. Por isso, o comando estadual teria reduzido a sugestão de revisão orçamentária de R$ 146 milhões para R$ 90 milhões. Esse valor permitiria um abono de 30% (e não mais 50%) para todas as categorias e, de acordo com Piau, há o aceite de que ele seja escalonado.


