Cerca de 70 servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram um protesto ontem pela ''morte da democracia'' na instituição. Munidos de cartazes, narizes de palhaço e um caixão, eles saíram da prefeitura do campus e se dirigiram até a Reitoria.
O manifesto foi motivado pela decisão do Conselho de Administração (CA) de pedir nova eleição para representante dos funcionários junto ao órgão na urna do Hospital Universitário. A medida foi definida após recurso impetrado pela chapa perdedora, que alegou divergência entre o número de votos e a lista de eleitores. O pedido foi negado pela Comissão Eleitoral mas aceito pelo CA, depois de parecer da assessoria jurídica.
Os manifestantes também criticou uma nova resolução que obriga os servidores a reporem horas de trabalho não cumpridas por participação em atos, sob a pena de terem os dias descontados. ''Os servidores estão sendo pressionados a não participarem de manifestações, essa decisão foi arbitrária'', afirmou o presidente do sindicato dos servidores da UEL, Itamar Rodrigues do Nascimento.
A reitora da UEL, Lygia Pupatto, afirma que não é intenção coibir manifestações mas sim assegurar o bom funcionamento da universidade. ''Sempre defendi, desde a época que fui presidente do sindicato dos professores, que o movimento sindical tem que ter independência da reitoria e do governo. É claro que as manifestações são legítimas mas não posso simplesmente dizer tudo bem (às faltas), não estamos em greve'', argumentou.

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