Cerca de 200 servidores da Universidade Estadual de Londrina decidiram hoje (2), por unanimidade, paralisar os serviços do Restaurante Universitário (RU) e da Prefeitura do Campus na próxima segunda-feira. De acordo com o presidente da Associação dos Servidores da UEL (Assuel), Marcelo Alves Seabra, estes setores vão parar por apresentar "condições impróprias de trabalho".

Seabra informou que somente no RU, oito servidores estão afastados com licença médica devido aos problemas no ambiente de trabalho. Neste momento acontece outra assembleia com os servidores do Hospital Universitário onde eles definem se os setores de costura, lavanderia e o restaurante paralisarão também na semana que vem. "A tendência é que os servidores do HU acatem a decisão de parar. Mas no caso do restaurante, ele funcionará parcialmente, já que os pacientes têm que receber as refeições", explicou o presidente.

Na segunda, os servidores se reunirão com representantes da UEL durante o Conselho Universitário marcado para às 8h30. Além de cobrar por melhorias, os funcionários vão aproveitar a ocasião para pressionar que não seja aprovada o novo peso na votação para as eleições de reitores da instituição. Hoje, o voto dos docentes, universitários e servidores pesam 33,3%, cada um. Com a nova proposta, o voto dos professores pesaria 70% enquanto estudantes e funcionários passariam a ter 15%, cada. "É uma condição totalmente anti democrática", enfatizou Seabra.

Procurada, a assessoria de comunicação da UEL informou que a reitora Nádina Moreno está em Curitiba participando de uma reunião na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) com representantes de outras universidades estaduais. A UEL, no entanto, só irá se manifestar após receber a pauta de reivindicações dos servidores que deve chegar apenas na segunda.

mockup