Funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) devem aderir à greve geral do funcionalismo público estadual, programada para o final do mês. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento, participa no próximo sábado, em Curitiba, do Fórum das Entidades Sindicais onde se determinará a data para o início da paralisação. Os servidores públicos estaduais reivindicam reposição salarial de 50,03%. O indicativo de greve na UEL deverá ser tirado durante uma assembléia prevista para a próxima quarta-feira.

Ontem, os funcionários se reuniram em assembléia e decidiram entregar uma cópia da pauta de reivindicações da categoria ao novo reitor, Pedro Gordan. Os 31 pedidos relacionados no documento, de acordo com Nascimento, podem ser atendidos pela instituição dentro do regime de autonomia universitária. O presidente da Assuel, disse que a entidade já havia enviado a pauta ao conselho no dia 27 de junho. No entanto, diante das mudanças que ocorreram na administração da universidade, os servidores julgaram necessário criar um canal de negociação com o novo reitor. A Assuel garantiu ainda o apoio à continuidade das investigações das irregularidades.

Após a reunião os representantes da UEL foram recebidos pelo presidente do Conselho de Administração, professor Newton Moraes. Ele manifestou o interesse do conselho em analisar as reivindicações e destacou a importância do trabalho dos servidores para que se restabeleça a tranquilidade na UEL. Moraes, entretanto, destacou que a adesão dos servidores à greve poderia ''desgastar a imagem do novo reitor''.

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