Os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) entram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira. Com isso, a instituição deve sofrer uma interrupção total em suas atividades, mantendo apenas serviços considerados essenciais. Os professores estão em greve desde o início da semana e os servidores do Hospital Universitário (HU) e Hospital de Clínicas (HC), também param na segunda-feira.
A presidente interina da Assuel-Sindicato (entidade que representa os funcionários técnico-administrativos), Maria Elena Schwartz Sabatini Barbosa, disse que a paralisação foi decidida em uma assembléia com mais de mil servidores.
Além da reposição salarial de 41,14% os funcionários querem a implantação de uma autonomia universitária plena, ao contrário do modelo ‘‘semi-pleno’’ em vigor, e a compensação de níveis salariais que não está sendo pago à categoria desde 97, conforme prevê o artigo 23 do Plano de Carreiras, Cargos e Salários assinado pelo próprio Governo. ‘‘Até agora o Governo está oferecendo os níveis se a gente não entrar em greve, é muito pouco’’, analisou Maria Elena.
Segundo ela, a paralisação deve atingir os 3.500 servidores da UEL, mas haverá a manutenção de setores considerados essenciais como os hospitais Universitário, de Clínicas, Veterinário, Centro Odontológico e a granja da universidade. Na opinião da presidente da Assuel-Sindicato, a greve vai depender das negociações marcadas com o Governo, hoje às 14 horas, em Curitiba. ‘‘Por enquanto, é por tempo indeterminado. O Governo deve endurecer e os funcionáriso também irão endurecer’’, afirmou.
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, manteve a postura de não se manifestar sobre a paralisação. No domingo, a reitoria e as direções dos centros de estudos da universidade divulgaram uma nota afirmando que ‘‘é legítimo o anseio por melhores condições de trabalho e de remuneração por parte da comunidade unviersitária’’. Ainda segundo a nota, ‘‘a administração da UEL não tem medido esforços para sensibilizar as esferas competentes do Governo, para que soluções negociadas possam ser encontradas’’.
No documento, a reitoria lembra que a interrupção das atividades causa danos irreparáveis com repercussão na qualidade de ensino, pesquisa e extensão, podendo afetar as atividades essenciais desenvolvidas por órgãos e setores universitários. Segundo a nota oficial, ‘‘o diálogo e a negociação são as formas de luta que no momento apresentam condições de resultar em conquistas para a comunidade universitária.’’ A reitoria e os centros de estudos dizem ainda que irão tomar medias cabíveis para garantir o direito de comparecimento ao trabalho a quem não quiser participar da greve.

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