Os servidores de Universidade Estadual de Londrina (UEL) param no dia 12 de maio em protesto pelo atendimento da pauta de reivindicações da categoria. A data da mobilização foi definida ontem em uma assembléia com pouco mais de 100 funcionários, representando uma comunidade de mais de 3,7 mil servidores. A implantação do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS) e a manutenção dos adicionais por periculosidade e insalubridade são as principais revindicações, e a expectativa do sindicato da classe é de que pelo menos 60% do valor dos salários sejam repostos pelo Govervo do Estado.
Na assembléia, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Técnicos e Administrativos da UEL, Itamar André Rodrigues do Nascimento, detalhou os pedidos a serem encaminhados à reitoria da universidade no dia da mobilização. ''A implantação do PCCS e a manutenção dos adicionais são as prioridades, mas também queremos a contratação de funcionários concursados. Nossos salários estão defasados em 70% desde a última reposição real, em 1997. O plano de cargos pode ajudar a reduzir parte disto'', explicou.
Dos 3,7 mil servidores, Nascimento estima que pelo menos 1,2 mil participem da paralisação. Greves gerais, momentaneamente descartadas pelo presidente do Sindicato, não estão fora dos planos da categoria. Para Itamar, no momento não há clima para uma greve, pois o abono de R$ 300,00 concedido pelo Governo em dezembro do ano passado teria amenizado a defasagem dos salários. ''Mas sabemos que a reitoria está realizando estudos para reavaliar a concessão dos adicionais por periculosidade e insalubridade. Se isso ocorrer, então a greve é certa'', alertou. No caso de paralisação, serviços que vão desde a limpeza e capina do campus até o apoio pedagógico prestado por técnicos ficam suspensos.
A opinião do presidente do Sindicato foi cofirmada por alguns dos servidores presentes na assembléia. ''Nem consideramos a hipótese do corte dos adicionais. Se isso acontecer, com certeza vamos parar'', afirmou o jardineiro Antônio Liceu Dalbelo. Por outro lado, a comunidade acadêmica se divide ao saber da possibilidade de greve. O estudante de Química Josué Moreno, por exemplo, reafirma a posição dos servidores. ''É legítimo. Se há corte de direitos, tem que parar''. Já a aluna do curso de Biologia Tatiane Franco, que diz ter passado pela greve promovida por professores e servidores em 2001, é contra uma nova paralisação. ''Causa muito transtorno. Só agora a UEL conseguiu arrumar o calendário'', lembrou.
A mobilização promovida entre setembro de 2001 e março de 2002, por sinal, ficou conhecida como uma das maiores da história do País. Itamar afirmou que na ocasião os servidores conseguiram reajuste de 15%. ''Não foi o suficiente para cobrir a defasagem, que vinha desde 1997'', disse.

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