Curitiba - A partir de hoje servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) entram em greve geral por tempo indeterminado. O movimento grevista começa com uma concentração pela manhã em frente à secretaria, em Curitiba.
O servidores da Seab reivindicam reajuste de 62,82% - referente à reposição das perdas salariais acumuladas entre agosto de 1995 e dezembro de 2001 - e a implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Eles também querem a extensão de um adicional compensatório aos servidores do Departamento de Economia Rural (Deral), que deixaram de receber a partir de dezembro uma gratificação por periculosidade. Como forma de pressionar o governo do Estado, desde então os funcionários deixaram de divulgar os relatórios de desempenho agropecuário do Paraná.
Os grevistas querem ainda que o governo só realize concurso público depois de atendidas às principais reivindicações. Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros (Senge), Carlos Roberto Bittencourt, a adesão será maciça, em torno de 90%.
Com a paralisação, levantamentos sobre safra e valor estimado de produção por município - que é o índice que calcula o Fundo de Participação dos Municípios para que recebam parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) - ficam comprometidos. A guia para trânsito de animais e vegetais também estará suspensa.
Na terça-feira, às 14 horas, o comando de greve se reúne com o secretário de Administração Ricardo Smijtink - que tenta com o governador Jaime Lerner (PFL) uma saída para o impasse. A audiência é para saber se já existe uma contraproposta do governo.
A Seab reúne, ao todo, 700 funcionários em Curitiba e nos 20 núcleos regionais do Interior do Estado.

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