Servidores da saúde ameaçam greve em Maringá
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sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - Servidores de quatro setores essenciais no atendimento da saúde de Maringá aprovaram em assembléia o início de uma série de manifestações e um indicativo de greve da categoria. Eles reivindicam promessas de pagamento de gratificação não cumpridas e isonomia com os demais servidores municipais. O movimento reúne funcionários do Núcleo Integrado de Saúde 3 das zonas Norte e Sul, Laboratório e Hospital Municipal.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Jorge Gonçalves de Oliveira, os servidores destes quatro setores trabalham 36 horas semanais pelo mesmo salário dos demais funcionários de postos de saúde, com carga horária de 30 horas semanais. Oliveira explica ainda que em feriados decretados como ponto facultativo, os quatro setores não param o expediente, mas também não recebem a mais por isso. ''Neste caso, os servidores querem ter direito a pelo menos uma folga durante a semana pelo trabalho no feriado'', diz o dirigente sindical.
Outra reivindicação dos servidores é o pagamento de gratificações que variam de 10% a 30% pelo trabalho exercido no Hospital Municipal. Conforme Oliveira, funcionários que eram de postos de saúde ou que mantinham expediente em empregos privados deixaram as funções em troca das gratificações prometidas pela transferência ao hospital. ''A revolta é grande porque faz seis meses que o hospital foi inaugurado e até agora o município não pagou as gratificações'', afirma o dirigente.
Durante a próxima semana, os servidores pretendem usar tarja preta nas roupas, colocar faixas de protesto em frente aos locais de trabalho e distribuir uma carta aberta à população para explicar os motivos da manifestação. Oliveira diz que o indicativo de greve foi marcado para o próximo dia 25, na expectativa de que a prefeitura sinalize com um acordo durante a semana de protestos. ''Sabemos que a população será a principal prejudicada em uma eventual greve, mas estamos abrindo espaço para negociações com a prefeitura'', comenta.
O vice-prefeito, João Ivo Caleffi (PT), disse ontem que uma equipe está analisando as propostas dos servidores. ''Estamos dispostos a negociar, mas não vamos prometer o que não podemos cumprir'', afirmou. Caleffi argumentou que a paralisação provocaria um colapso no atendimento da saúde e por isto a prefeitura vai tentar um acordo com os servidores.


