Uma assembléia marcada para a próxima segunda-feira deverá definir se os cerca de 400 servidores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que atendem 24 horas (Pronto Atendimento Infantil e José Belinati), 16 horas (Conjunto Maria Cecília e Jardim União da Vitória), 12 horas (Conjunto Armindo Guazzi) e do Centrolab irão paralisar as atividades.
Reunidos ontem com membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), representantes de três UBS defenderam a paralisação já no dia 28, devido ao veto do prefeito Nedson Micheleti (PT) ao projeto de lei que previa gratificação especial de 25% a esses trabalhadores. ''Vamos fazer uma assembléia, envolvendo todos os servidores da categoria'', relatou a presidente do Sindserv, Marlene Valadão Godoi. ''O projeto tem vício de origem, mas a nossa preocupação é com a população, que é quem sofre com a paralisação.''
Segundo Marlene, a decisão da assembléia será apoiada pelo sindicato. ''Mas acreditamos que existe a possibilidade de discussão no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que está sendo estudado'', afirmou. De acordo com o secretário de Gestão Pública, Gláudio Renato de Lima, a expectativa é que o PCCS seja encaminhado para votação na Câmara de Vereadores em agosto, após o recesso parlamentar.
''Espero que não ocorra a greve. Os servidores sabem que não temos condições (de dar a gratificação). Se tivéssemos condições orçamentárias, teríamos dado na negociação feita com o sindicato no início do ano'', justificou Micheleti.

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