Servidores da Federal e Cefet encerram greve
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sexta-feira, 26 de outubro de 2001
Andréa Lombardo<br> De Curitiba 
Depois de 93 dias de paralisação, os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) decidiram, ontem, retornar ao trabalho na próxima segunda-feira. Os funcionários acabaram aceitando a proposta do Ministério da Educação (MEC) de incorporação integral da Gratificação de Atividade Executiva (GAE) aos salários. O projeto de lei 5569/01, que extingue a GAE a partir de janeiro de 2002, foi aprovado pelo Congresso na última quarta-feira e será agora encaminhado ao Senado.
De acordo com o diretor do Sinditest (sindicato que representa a categoria), Deoclécio Fernandes, a incorporação da GAE representará reajustes que podem variar de 13% a 80% nos salários dos servidores. A categoria reivindicava reajuste de 75,48%. O sindicato, informou Fernandes, manterá assembléias na próxima semana para acompanhar a tramitação do projeto de lei até a sua sanção pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Eles querem ter certeza de que o governo não voltará atrás. ''Uma comissão continuará discutindo outros pontos da pauta de reivindicações como vale-alimentação e outros benefícios'', disse.
Os professores da UFPR e do Cefet-PR ainda mantêm o movimento. O comando nacional de greve ainda não chegou a um acordo com o Ministério da Educação. Esta semana, o MEC apresentou uma nova contraproposta às entidades nacionais que representam os docentes, mas as propostas ainda serão avalidadas em assembléias regionais. São elas a incorporação de parte da GAE e reajuste na Gratificação de Estímulo à Docência (GED) para todos os professores; aumento no salário-base; percentual de reajuste da GED e da Gratificação de Incentivo à Docência (GID) - paga aos docentos dos centros tecnológicos; extensão de 60% da GID aos inativos e pensionistas.
Para Zenaide Claudino Possas, diretora do Sindicato dos Docentes do Cefet-PR (Sindocefet), houve avanço nas negociações com o MEC, que aceitou flexibilizar a pauta. O que os professores do Cefet-PR insistem, segundo ela, é na isonomia das gratificações para os docentes de 1º, 2º e 3º graus, que hoje são diferenciadas. Eles avaliarão as novas propostas em assembléia que está marcada para a próxima terça-feira.


