Servidores da Federal discutem fim da greve
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quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Andréa Lombardo<br> De Curitiba 
Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) discutem em assembléia, hoje de manhã, a possibilidade de retornar ao trabalho a partir da próxima semana. Essa é a expectativa do Sinditest (sindicato que representa a categoria), que considera uma vitória a proposta apresentada pelo governo federal de incorporar 100% da Gratificação de Atividade Executiva (GAE) aos salários dos trabalhadores.
''Não é o que nós pedíamos, mas já é uma vitória'', afirmou Deoclécio Fernandes, diretor do Sinditest. Para ele, a manutenção das contratações pelo Regime Jurídico Único, com o recuo da Lei do Emprego Público, também foi uma importante conquista. ''Só estamos esperando que o governo oficialize por escrito as propostas para retomarmos nossas atividades'', disse. O governo se comprometeu ainda a liberar o pagamento de setembro assim que houver definição do fim da greve.
Os professores da UFPR também farão assembléia hoje para discutir a proposta do Ministério da Educação (MEC), apresentada em reunião realizada na última quarta-feira com entidades que representam a categoria. A assembléia começa às 9h30, no auditório da Administração do Centro Politécnico. O MEC ofereceu reajuste de 30% na Gratificação de Estímulo à Docência (GED) e Gratificação de Incentivo à Docência (GID).
A proposta, no entanto, não agradou muito a Associação dos Professores da UFPR (Apufpr). ''A intervenção do presidente da República já foi um grande avanço, pois ele reconheceu a força do nosso movimento'', disse o vice-presidente da Apufpr, Ricardo Costa de Oliveira. ''Mas, por enquanto, não há nada de concreto e, por isso, é preciso aprofundar mais as discussões'', acrescentou. Os professores mantêm a posição de só negociar com o MEC depois da liberação dos salários de setembro.
Segundo Oliveira, o Conselho Universitário da UFPR se reúne hoje, às 17 horas, para discutir o cancelamento ou suspensão do vestibular 2002. Os professores votaram pela não realização do concurso, ''enquanto o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, mantiver a intransigência em não negociar com o comando de greve''.


