Curitiba - Servidores administrativos e de serviços gerais do setor da Educação deverão ser a próxima categoria do funcionalismo público a ser beneficiada com a gratificação de assiduidade. Os abonos de R$ 50,00 e R$ 100,00, anunciados ontem pelo governador Jaime Lerner (PFL), vão atingir 18,5 mil funcionários contratados pelo regime celetista, inclusive através do Paraná Educação.
A proposta terá que passar pelo crivo da Assembléia Legislativa. Se aprovada, o pagamento será feito em oito parcelas, a partir de maio. Até o final do ano, a concessão do abono vai representar um gasto de R$ 25,8 milhões para atender, ao todo, 23,8 mil funcionários (5,3 mil estão inseridos no quadro geral). Em março, o governo concedeu gratificação de R$ 100,00 a 22,9 mil estatutários do quadro geral do Estado e a 1,8 mil policiais civis.
O abono proposto agora vai atender 11.350 funcionários de serviços gerais e 7.150 administrativos. Cerca de 16,7 mil cumprem 40 horas semanais e vão receber R$ 100,00. Os demais, que trabalham 20 horas por semana, recebem R$ 50,00. A gratificação será concedida aos servidores que não tiverem faltas injustificadas e, segundo o governo, podem representar ganho de 50% sobre o salário.
O anúncio do governo pode aumentar o descontamento entre os professores da rede estadual de ensino, que ficam de fora da proposta e, desde o ano passado, vêm reivindicando melhorias salariais.
Para a secretária da Educação, Alcyone Saliba, os servidores do magistério já têm um tratamento diferenciado, porque contam com plano de carreira e outros benefícios como o bolsa auxílio.
Esta semana, o deputado estadual Algaci Túlio (PSDB) apresentou projeto de lei propondo que a gratificação de assiduidade seja estendida às categorias de base da Polícia Civil e aos policiais militares, que ficaram de fora. Para as mulheres de PMs que, no início da semana, voltaram a protestar contra o governo estadual, a medida não resolveria o problema da defasagem salarial, mas amenizaria a situação.
O presidente da Associação dos Servidores Públicos do Paraná (ASPP), Brasil Paraná de Jesus, criticou a medida do governo, pois exclui do benefício os servidores aposentados.

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