Cerca de 2.500 servidores públicos federais, estaduais e do município fizeram uma passeata ontem, pelas ruas de Curitiba, para cobrar dos governos, melhores condições no ensino público e reajuste salarial de 65%, para os federais; e 41,14% para os estaduais. Os servidores do município realizam assembléia hoje, em frente à Universidade Federal do Paraná, em Curitiba e também podem entrar em greve. Depois de caminharem pelas principais ruas da capital, os servidores se concentraram em frente ao Palácio Iguaçu e protestaram contra o governo do Estado.
Além dos servidores estaduais, grupos de funcionários da Receita Federal e dos trabalhadores na Previdência Social e em serviços de saúde também juntaram-se à manifestação. O Sindiprevs (funcionários da Previdência) mantém, segundo sua diretoria, de 80% a 90% de adesão ao movimento grevista. Em Curitiba, de um total de seis postos de atendimento, apenas o posto Pinheirinho está recebendo a população. Segundo a direção do sindicato, o fim da greve depende das negociações com o governo federal.
Os técnicos federais, que trabalham na UFPR e Hospital de Clínicas, também organizaram atividades. Pela manhã, um grupo de grevistas abraçou o prédio do HC e fez suas reivindicações.
Durante a passeata puderam ser vistos professores de outras cidades. Um deles, chamado Paulo Cesar, veio de Rio Negro, no sul do Estado, para reivindicar melhorias no ensino público. ‘‘A hora atividade deve ser reajustada, afinal aumentaram o número de dias letivos (180 para 200) e o tempo para preparar as aulas continua o mesmo.’’
A professora aposentada Istael Chagas, de 79 anos, parou para ver a passeata e aprovou o movimento. Segundo ela, que deu aulas em Morretes nas décadas de 40 e 50, o magistério nunca foi valorizado. ‘‘Eles (manifestantes) estão certos pois têm que lutar para melhorar as condições’’.
O Fórum Sindical dos Servidores, que reúne dez sindicatos de várias categorias de servidores participará, também, da Jornada Nacional em Defesa da Vida e das Liberdades Democráticas, que acontece amanhã, no País inteiro. Os servidores do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também paralisaram suas atividades. Os agentes penitenciários, que fazem a segurança das cadeias e integram o Sinssp decidiram pela greve na semana passada, em assembléia, e agora buscam uma nova rodada de negociações com o governo estadual.

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