Servidores aprovam ações do governo
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terça-feira, 26 de julho de 2005
Reportagem Local 
Reitores, diretores de faculdades, docentes e representantes de funcionários técnico-administrativos fizeram ontem uma avaliação positiva sobre as medidas anunciadas pelo governo para a reestruturação dos quadros das universidades e faculdades estaduais. As informações são da Agência Estadual de Notícias.
O projeto de lei que institui reajustes salariais de até 32% para os professores do ensino superior, o decreto que regulariza a vida funcional de 10.562 funcionários das universidades e faculdades estaduais e a elaboração de um plano de cargos, carreiras e salários para o pessoal técnico-administrativo têm o apoio do pessoal das instituições de ensino superior.
É o caso do professor Paulo Godoy, reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e presidente da associação que reúne reitores das instituições estaduais de ensino superior, que aprova as ações. ''O decreto que regulariza a vida funcional dos servidores é histórico, resolve pendências antigas. Há anos lutamos por isso'', ilustra.
Outro professor, César Caggiano, presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina, também apoia o projeto de lei, a ser encaminhado à Assembléia Legislativa. Agora, salienta Caggiano, a missão é monitorar o trâmite do projeto para que saia de lá da maneira que melhor contemple os docentes. ''Temos perdas de anos, e o governo nos apresenta uma proposta de reposição. A próxima etapa do processo, para que no final seja adequado ao que lutamos, é acompanhar de perto o andamento de tudo na Assembléia.
Para o docente Henrique Radomanski, merecem especial destaque o decreto de regularização dos cargos e funções de 10.562 servidores e o plano de cargos, carreiras e salários para o pessoal técnico-administrativo que deverá ficar pronto até novembro. Radomanski é secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior de Maringá, que representa cerca de 4 mil funcionários públicos estaduais.
''Com o decreto, o governo corrige o problema da falta de nomeação dos servidores em seus cargos, o que estava gerando muitas dificuldades, principalmente na hora de requerer a aposentadoria. E, quanto ao plano de cargos e carreiras, a expectativa é de que seja positivo para o pessoal técnico-administrativo'', observa o professor.


