Servidores ameaçam operação-tartaruga na saúde de Maringá
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2003
Marta Medeiros<BR>Equipe da Folha 
Maringá - Servidores do Núcleo Integrado de Saúde (Nis 3 - Zona Norte) de Maringá pretendem realizar uma ''operação tartaruga'' durante os quatro dias de carnaval. O protesto tem o objetivo de chamar a atenção da comunidade pela decisão da prefeitura em fechar os 20 postos de saúde dos bairros, das 17 horas de hoje até as 12 horas de quarta-feira. Além da sobrecarga de serviço, eles reclamam da falta de pagamento de horas extras no feriado.
A operação tartaruga pode prejudicar ainda mais o atendimento aos usuários, já precário por causa de estrutura física e de pessoal do Nis 3. Nos finais de semana e feriados, somente o núcleo e o Hospital Universitário atendem urgências e emergências. O atendimento médio por dia no Nis 3 é de 366 pessoas. Durante o carnaval, a estimativa da própria Secretaria Municipal de Saúde é do aumento em até 50% na demanda. Com falta de leitos e número reduzido de funcionários, o HU também deve sofrer problemas com a superlotação.
Segundo a diretora de assistência da Secretaria de Saúde, Regina Dalatorre, os servidores do Nis 3 já recebem 10% de gratificação pelo trabalho diurno e de 20% pelo noturno. Ela explica que o fechamento das unidades de saúde não altera a situação do Nis 3 porque os postinhos trabalham com consultas agendadas e programas preventivos.
Conforme o secretário de Saúde, Paulo Donadio, experiências anteriores demonstraram que a abertura de 24 horas do Nis da Zona Sul não implica em melhora no atendimento porque o local fica ocioso.
No final da tarde de ontem, um acordo entre o sindicato da categoria e a prefeitura garantiu o pagamento de horas extras aos servidores no feriado de terça-feira, mas a continuidade ou não da operação tartaruga só será defina hoje em reunião do Nis 3.


