Servidora contrata outro convênio
A vida da auxiliar de enfermagem Eusdra Teodoro Franco, 39 anos, não é mais a mesma desde que o marido, também auxiliar de enfermagem, foi morto por bandidos há sete anos. Sozinha e com dois filhos para criar, ela entrou em depressão e não conseguia mais realizar suas funções na maternidade do HU, onde trabalhava há nove anos. Fui transferida para a UTI pediátrica e a minha situação piorou muito, relembrou.
Ela acabou internada e desde abril do ano passado está em tratamento psiquiátrico. Minha chefe não me deixa voltar porque ela acha que não tenho condições de trabalhar.
Sem conseguir os atestados mensais para avaliação da perícia do INSS, a auxiliar de enfermagem conta com a ajuda de amigos da igreja que freqüenta para sustentar duas filhas, uma com apenas três anos.
Por causa da depressão, ela tem distúrbios de personalidade e não tem forças nem para cuidar dos afazeres domésticos. Minha filha mais velha limpa a casa. Na igreja, todo mundo reclama que eu esqueço de levar a nenê e a bíblia, mas quase sempre eu não sei o que acontece comigo.
Como só consegue agendar consultas no SAS de dois em dois meses, Eusdra precisou fazer um outro convênio para garantir uma nova internação. A servidora paga R$ 76 mensais pela assistência oferecida pela Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina
(Caapsml) e contou que será internada novamente agora em março para uma nova avaliação psiquiátrica. (M.G.)





