Servidor quer definir progressão
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Da Redação 
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel), Itamar André Rodrigues, a implantação do novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) não está completa. Falta definir a forma de progressão na carreira, comenta. Segundo ele, o governador Jaime Lerner se comprometeu em definir esta progressão através de um decreto com referendo da Assembléia Legislativa. O prazo para esta regulamentação, acredita Rodrigues, é de seis meses.
O presidente da Assuel comemora a saída dos servidores e professores das universidades do quadro geral de funcionários do Estado. Com um quadro próprio, é mais fácil negociar questões salariais, justifica. Rodrigues lembra que o Estado tem 180 mil servidores, enquanto que as cinco universidades e 11 faculdades estaduais têm 17 mil servidores (incluindo professores).
Rodrigues reclama, porém, que vários itens não foram contemplados pelo governo, como a correção de disfunções (funcionários que executam uma tarefa superior, mas recebem por cargo inferior), adicional para funcionários com titulação e realização de concurso interno para preenchimento de vagas.
A falta de uma definição para avanço no PCCS também está preocupando a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Londrina, Vera Lúcia Alves de Lima. Ela diz que, especificamente no caso dos servidores do setor de saúde, há o risco de alguns funcionários estacionarem no Plano de Carreira depois de dois anos.
Vera Lúcia de Lima comenta que o PCCS não contemplou os médicos plantonistas. O governo justificou que se trata de uma questão interna, comenta. Ela lembra que um plantonista do HU ganha R$ 97,70 por plantão de 12 horas.
(Adriana De Cunto)


