Servidor protesta por reajuste
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quinta-feira, 02 de julho de 1998
Sid Sauer 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Mourão realizou no final da tarde de ontem um manifesto contra a falta de reajuste salarial. Os sindicalistas se reuniram no calçadão, no centro da cidade, com faixas e cartazes, e distribuíram uma carta aberta à população. O documento diz que há descaso da prefeitura com os servidores, que não têm reajuste há mais de dois anos.
A categoria, que tem data-base em março, não aceitou a proposta da prefeitura de dar reajuste de 4,5% a partir de julho. O sindicato pede 12,69% retroativo a março. Segundo a entidade, o índice é para repor as perdas dos últimos dois anos.
A carta distribuída ontem diz que a prefeitura trata os servidores com desrespeito e enquanto o funcionalismo fica sem reajuste, o município cria um cabide de emprego com a nomeação de pessoas para cargos em comissão. O documento também diz que a prefeitura deu aumento para os secretários municipais e vem se mantendo calada diante da possibilidade dos vereadores aumentarem seus próprios salários.
Servidor não é palhaço, destaca a carta aberta. O sindicato também aproveitou o manifesto de ontem para iniciar um abaixo-assinado contra a proposta de aumento salarial para os vereadores da cidade. A proposta está sendo analisada pela assessoria jurídica da Câmara de Vereadores e, se tiver parecer favorável, poderá ser transformada num projeto de resolução. Dos 15 vereadores, 9 já se manifestaram favoráveis ao reajuste.
Os conflitos entre prefeitura e sindicato sobre o aumento para os servidores cresceram no mês passado, quando o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) fez um levantamento apontando que o município só vem gastando 42% da arrecadação mensal com a folha de pagamento dos servidores.
O secretário municipal da Fazenda, Carlos Alberto Lopes Pequito, no entanto, alega que o Dieese usa critérios diferentes para interpretar a legislação. Eles consideram todas as receitas correntes, enquanto nós excluímos os convênios, explica.


