Marcelo AlmeidaIndignaçãoO reitor José Henrique de Faria discutiu com os funcionários da UFPR os rumos da instituição, posicionando-se contra as reformas anunciadas pelo governo federal. Para Faria, a falta de reajuste salarial é um ‘‘desrespeito aos servidores que fazem a política de desenvolvimento do ensino’’A sexta-feira foi marcada por protestos dos funcionários públicos federais, que ontem completaram 1.000 dias sem reajuste salarial. No Paraná, três categorias organizaram atividades para lembrar a data. Os servidores universitários realizaram debates sobre o futuro do ensino superior público e gratuito. Os fiscais previdenciários distribuíram panfletos à população. Já os petroleiros fizeram pequenas assembléias nas bases da Petrobrás no Paraná.
‘‘Nossa categoria ganha, em média, R$ 300,00 por mês e não recebe aumento há três anos’’, protestou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Terceiro Grau Público (Sinditest), Arielton Alves. ‘‘Isso é um desrespeito aos servidores que fazem a política de desenvolvimento do ensino’’, reforçou o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Henrique de Faria, que debateu com os funcionários os rumos da instituição.
Os servidores da UFPR se posicionam contra as reformas anunciadas pelo governo federal: a administrativa, pela quebra da estabilidade; a previdenciária, pelo limite de 60 anos (mulheres) e 65 anos (homens) para aposentadoria; e da educação, que prevê a autonomia universitária, pelo fim do regime jurídico único e a possível terceirização de serviços.
A presidente do Sindicato dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias do Estado do Paraná (Sinfispar), Stella Maris de Paula, lamentou o fato de o governo culpar os servidores públicos pelas dificuldades financeiras do País. ‘‘Em abril deste ano foram gastos apenas 37,9% dos recursos federais com pessoal, bem menos do que a Lei Camata permite, 60%’’, informou a sindicalista.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Petróleo (Sindipetro) do Paraná e Santa Catarina realizou mini-assembléias nas bases da Petrobrás nos dois Estados para discutir o acordo coletivo 97/98 com a empresa.

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