Servidor do judiciário pára pedindo reposição salarial
Dimitri do Valle
De Curitiba
Servidores do Poder Judiciário paralisaram suas atividades ontem à tarde para pedir a reposição de perdas salariais. A defasagem chega a 53,06%, acumulada desde agosto de 1995. Em Curitiba, a concentração aconteceu em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, no Centro Cívico. Uma comissão de negociação tentou realizar um encontro com o presidente do TJ, desembargador Sydnei Zappa, que não recebeu os manifestantes. A assessoria de imprensa do Tribunal disse que o encontro não foi agendado.
O coordenador geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Paraná, David Machado, contestou a informação. O sindicalista assinalou que a reunião com Zappa tinha sido marcada oficialmente para o dia 1º, mas foi adiada para ontem. Os servidores voltam a cruzar os braços na semana que vem. A nova paralisação está marcada para quinta-feira, dia 28, a partir das 13 horas em todo o Estado.
Durante o protesto realizado em frente ao TJ, servidores insatisfeitos gritavam para que a categoria deflagrasse um movimento de greve. O coordenador geral do Sindijus, David Machado, disse que a proposta será discutida com os representantes da categoria em todo o Estado. Os servdiores querem a reposição dos 53,06%. A reivindicação de Machado é de que Zappa interceda junto ao governador Jaime Lerner para incluir o repasse no orçamento. O sindicalista disse que para não dificultar as contas do governo, o pagamento poderia ser parcelado. Isso representaria apenas 0,5% na folha de pagamento. Só não fazem porque ninguém tem vontade de resolver o problema, queixa-se Machado. Uma pesquisa encomendada pelo sindicato apontou que metade dos servidores do Estado (cerca de 2 mil) estão em débito com agiotas e bancos.





