Curitiba – Crime por encomenda ou vingança. É com base nessas duas hipóteses que a Polícia Civil de Curitiba investiga o assassinato do servidor da 1ªVara de Juizado Especial Federal Cível, Takeru Mauro Koarata, 44 anos. Seu corpo foi encontrado, na última quarta-feira, próximo da represa do Passaúna, em Campo Largo, Região Metropolitana. Ele havia sido abordado, entre 9 e 10 horas de terça-feira, em frente à casa de seus pais, no bairro Santa Felicidade. Koarata foi morto com um tiro na nuca.
  O delegado da Homicídios, Fauze Salmen, acredita que os autores do assassinato levaram Koarata para o local do crime em seu próprio carro e retornaram para Curitiba onde abandonaram o veículo. A frente do aparelho de som foi roubada e no teto do carro havia a inscrição do número 1533, que simbolizaria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
  Salmen, no entanto, supõe que isso seria uma estratégia para desviar o rumo das investigações. Para o delegado, a atitude não se encaixa com a forma de agir do PCC. ‘‘Eles roubam bancos e resgatam presos. Se fosse para matar, fariam em frente à casa dos pais para causar maior impacto’’, afirmou. O delegado também não acredita na hipótese de assalto. A polícia começará a tomar o depoimento de testemunhas e familiares, na segunda-feira.
  Um funcionário da Justiça Federal, que preferiu não ter o nome divulgado, relatou que Koarata era uma pessoa tranqüila, pai de família e que suas funções na Justiça não motivava inimizades.
  De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal, ontem, a 1ªVara suspendeu suas atividades em luto à morte do colega. Koarata trabalhava como agente de segurança e entre suas atribuições estava a de fazer o translado e de acompanhar magistrados, além de funções administrativas internas. Ele era casado e tinha uma filha de 9 anos. Foi sepultado no final da tarde de ontem em Congonhinhas (55 km ao sul de Cornélio Procópio).

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