Curitiba - A Delegacia de Crimes contra a Administração Pública identificou ontem o principal suspeito de repassar e-mails com sites de pedofilia e comércio de drogas, utilizando o servidor da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB). O acusado é o ex-aluno do curso de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-Pr), Juliano Todeschini Júnior, de 26 anos.
A denúncia partiu da própria CNBB. Segundo a entidade, o ex-aluno teria utilizado o servidor da PUC-PR, com a senha conferida a todos os alunos matriculados, para repassar as mensagens virtuais. Mas no dia em que isso ocorreu, o servidor da universidade estava em reparos e a PUC-PR estaria utilizando o servidor da CNBB. Por isso os e-mails teriam sido repassados com identificação da entidade.
A polícia, no entanto, trabalha com outra versão. Segundo o delegado titular Guaraci Joarez Abreu, o estudante estaria repassando as mensagens da sua casa, com um computador particular, mas utilizando a identificação da CNBB. As mensagens conteriam endereços de sites pornográficos, além de locais em que poderiam ser encontradas diversos tipos de drogas e seus respectivos valores.
Ontem, foi expedido um mandado de busca e apreensão para que a polícia aprendesse o computador do acusado, mas a casa dele estava fechada. A delegacia vai continuar tentando cumprir o mandado.
Se a suspeita for confirmada, o ex-aluno pode responder por pelo menos cinco crimes, previstos no artigo 265 do Código Penal, que dispõe de atentado contra um serviço de utilidade pública e prevê de 1 a 5 anos de reclusão.

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