Serviços teriam sido feitos
O advogado Mauro Pinheiro, de Curitiba, que representa as empresas Esteio e Ecodata, confirmou ontem, por telefone, que os clientes prestaram depoimentos no Ministério Público. Foram ouvidos Cícero Bley, proprietário da Ecodata; Marluz Coelho, da Esteio; e Arion Cruz Santos, representante da Esteio. Pinheiro também confirmou que as empresas participaram de licitações em Londrina e que os serviços, ‘‘até onde eu sei’’, foram de fato realizados.
‘‘Eles não se furtaram em responder as questões do promotor. Agora vamos aguardar o desenrolar dos fatos. Não poderia fazer outros comentários porque, como a ação é investigativa do Ministério Público, aqueles que foram ouvidos tem mais é que esperar algum posicionamento do Ministério Público. Sempre, claro, confiando na justiça’’, disse Pinheiro.
Entre outras licitações, a Esteio participou e venceu, no ano passado, de uma concorrência para um serviço de aerolevantamento. O custo do projeto era de R$ 8 milhões, mas acabou cancelado depois que um professor universitário denunciou que o trabalho já havia sido realizado e que a nova licitação estava sendo dirigido para a Esteio.
A Folha também tentou falar com o advogado Claro Américo Guimarães Sobrinho, que defende as empresas Iassin, Ivano Abdo e Compresarial. Foi deixado recado com um funcionário chamado Marlon, do escritório dele, em Curitiba, mas até o final da tarde o advogado não retornou ligação. (L.H.)

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