Serviços públicos vão ganhar site na Internet
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quinta-feira, 27 de novembro de 1997
Curitiba 
Albari RosaAvançoArno Muller, que trabalha há 25 anos na empresa, lembra a época em que informações eram gravadas em fiotas magnéticas: Hoje nossos dados viajam por satélites e fibras óticas e chegam aos locais mais afastadosO governo do Paraná pretende inaugurar no ano que vem a Rua da Cidadania Virtual, um endereço único na Internet que vai reunir informações sobre os serviços públicos do Paraná. O site (http://www.pr.gov.br) permitirá acesso gratuito aos serviços do Banestado, Sanepar, Copel, Detran e Prefeitura de Curitiba.
A exemplo do que já ocorre nas Ruas da Cidadania espalhadas pela cidade, as pessoas poderão, pelo computador, tirar dúvidas sobre pagamentos de contas, impostos, consumo de luz e água, legislação, concessão de guias e documentos.
O presidente da empresa responsável pela criação da página, a Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Francisco Krassuski, afirma que o projeto do governo é instalar terminais de computador em todas as Ruas da Cidadania do Paraná.
Pela avaliação do governo, o site fará com que os consumidores deixem de ir pessoalmente até as agências prestadoras dos serviços, diminuindo as filas e agilizando o atendimento. Todos os problemas e dúvidas relacionados ao governo poderão ser resolvidos sem sair de casa, afirma. Atualmente, 85 órgãos do governo do Paraná já têm páginas na Internet.
Aniversário - Esta semana a Celepar completou 33 anos de fundação. Ela é a empresa pública de informática mais antiga do Brasil e hoje atende 70% das necessidades de informatização do governo. Foi a Celepar que interligou 152 municípios do Paraná através de uma rede para troca de informações 24 horas por dia. O analista de informática Arno Rodrigo Muller, que trabalha há 25 anos na empresa, lembra da época em que as informações sobre a folha de pagamento dos funcionários do Estado eram computadas em cartões perfurados, no início da década de 70. Hoje nossos dados viajam por satélites e fibras óticas e chegam aos locais mais afastados, diz.


