A Prefeitura de Londrina disponibiliza alguns serviços de transporte coletivo que visam facilitar a vida da população, no entanto, nem todos os usuários têm conhecimento sobre esses benefícios: as linhas Centro Livre e InterClínicas e a Tarifa Verde. O desconhecimento do serviço mais evidente é a primeiro linha, que circula na cidade desde julho do ano passado com os veículos vazios. O serviço é gratuito e está disponível para quem possui o cartão transporte e precisa percorrer a região central.
O trajeto da Centro Livre não é longo, mas também não é uma distância a ser desprezada, principalmente para quem possui dificuldades para caminhar. O ônibus circula pela Rua Minas Gerais, Alameda Manoel Ribas, Travessa Eugênio Herter, Alameda Miguel Blasi, Rua Pio XII, Avenida Higienópolis (até a Avenida JK). O retorno é pela Higienópolis, Rua Goiás, Rua Professor João Cândido, Alameda Miguel Blasi, Travessa Padre Bernardo Greis, Avenida Rio de Janeiro, Rua Benjamin Constant, Avenida Duque de Caxias, Rua Sergipe até a Rua Minas Gerais.
A reportagem fez o trajeto completo nesta semana e nenhum passageiro subiu no ônibus. Recentemente a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) alterou o trajeto atendendo o pedido de usuários, que solicitaram que o veículo trafegasse até a Avenida JK. O estudante Usley Souza, de 17 anos, ressalta que algumas pessoas até usariam o serviço se soubessem como funciona. "Eu nunca usei, mas muita gente pergunta para mim se ela é realmente gratuita. As pessoas não usam por falta de informação. Deveriam colocar cartazes, com informações mais específicas para a população sobre a linha", reivindicou. Ele sugere que uma das informações que deveria ser exposta melhor é que a linha só aceita usuários com cartão transporte.
O fato de os veículos da Centro Livre não passarem pelos terminais de ônibus foi apontado pelos entrevistados como um empecilho. Os passageiros dizem entender que a integração seria prejudicial para as empresas, porque faria com que as pessoas utilizassem o serviço de outras linhas sem pagar, mas acham que é preciso pensar em uma solução. Outra crítica é que a gratuidade é oferecida apenas no Centro. "Deveria estar disponível também nos bairros da cidade", reclamou a dona de casa Míriam de Oliveira, de 58.

REDUÇÃO
A tarifa verde foi criada no início deste ano e estabelece uma redução de R$ 3,60 para R$ 3,25 para quem utilizar o serviço das 8h30 às 11h30 e entre as 14h30 e 16 horas. O objetivo é diluir os usuários em outros horários, visando a melhoria do trânsito, a redução da poluição e dos custos operacionais e, caso fosse bem sucedida, poderia contribuir para a redução da tarifa. No entanto muita gente ainda não sabe como ela funciona. O adesivo afixado na entrada dos terminais coloca o valor em letras garrafais envolto por uma moldura verde. Outras informações aparecem em letras pequenas - os dias da semana e horários em que a tarifa verde é válida, mas nada diz sobre a necessidade do pagamento ser apenas com o cartão transporte.
Não usufruem do benefício usuários de cartão pré-pago, já que essa passagem não está registrada no nome de um usuário específico. O cartão pré-pago é voltado para entidades assistenciais e para usuários que não possuem cartão transporte, mas que adquirem alguns créditos para uso eventual.
"Deveria ser divulgado mais. Eu desconhecia esse serviço, mas pegaria ônibus em horários diferenciados para economizar. No fim do mês representaria uma diferença considerável", apontou o porteiro Luiz Sato, de 32.

SAÚDE
A linha InterClínicas, que circula por unidades de saúde, como hospitais e clínicas, é utilizada principalmente por usuários que querem se deslocar do Terminal Central para o Terminal Oeste e vice-versa.
"Eu uso a InterClínicas quando não consigo pegar a linha 311, para ir ao Terminal da Zona Oeste. Mas sinto falta da 350, que era uma linha expressa e fazia essa ligação entre os dois terminais de maneira mais rápida. Desde a criação da InterClínicas reduziram esses ônibus", criticou a funcionária de call center, Anaia Teodoro, de 46 anos. A linha é usada também por estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que partem do Terminal Oeste para a universidade.
A estudante Reila de Oliveira Rossini, 30 anos, relatou que estava pegando a InterClínicas pela primeira vez e desconhecia os três serviços mencionados pela reportagem. "Falta divulgação. Ninguém explica o que é cada um desses serviços."

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