Loja de roupas, banca de jornais, restaurantes e lancherias, lojas de lembranças, cibercafé, além de agência dos Correios e terminais bancários. A lista poderia ser usada para descrever um shopping mas esses são os serviços encontrados no Terminal Rodoviário de Londrina. Apesar da diversidade, os usuários reivindicam um tipo de comércio que consideram essencial: uma farmácia.
O casal Neida e Orval Fila ficou duas horas no Terminal Rodoviário de Londrina para troca de ônibus e reclamou da falta de uma farmácia. ''Tem tantas lojas de outras coisas, bem poderia ter uma farmácia. As pessoas podem passar mal e precisar de algum remédio; ou quem esqueceu do medicamento pode comprar. Sem contar as mães que não têm mais fraldas e também poderiam utilizar a farmácia no Terminal'', enumera Fila. Ele avalia que um salão de calebeireiro também seria útil para que as pessoas pudessem aproveitar o tempo para cortar o cabelo ou fazer a barba.
O estudante Bruno Vieira questiona: ''Se a pessoa passar mal e precisar de um remédio, como faz?'' Ele acredita que uma farmácia já deveria estar instalada no Terminal. Ananda Cunha, estudante, também faz a mesma reivindicação. ''Se precisar de uma aspirina precisa ir no Centro comprar?'', pergunta ela.
Segundo o gerente operacional do Terminal Rodoviário, Décio Fernando Rossetto Zulani, uma licitação foi aberta em 2004 possibilitando a instalação dos serviços de farmácia, lotéria, cabeleireiro e floricultura, resquisitados pelos usuários do local. Ele revela, entretanto, que nenhuma empresa chegou ao final da licitação. ''Algumas empresas se inscreveram, porém, acabaram abandonando a concorrência. Como nenhuma empresa cumpriu todo o processo a licitação foi fechada'', esclarece.
Zulani argumenta que, mesmo sem um processo licitatório aberto, propostas para esses tipos de serviço podem ser levadas até a administração. As pesquisas que detectaram a demanda pelos serviços foram realizadas em 2003 e 2004.
Atualmente, o terminal tem 33 lojas instaladas, outras seis estão à espera de locação. As lojas disponíveis possuem de 22 a 36 metros quadrados. Zulani exemplifica que para uma loja de 22 metros quadrados o valor da taxa de locação e condomínio somados sairia por R$ 317 reais mensais.
Quatro milhões de pessoas em média usam o terminal por ano. Cerca de 150 a 170 mil pessoas, nos meses de baixa temporada, e 290 mil em alta temporada, (meses de novembro a fevereiro e junho e julho). Zulani acredita que todo esse fluxo é um mercado propício para o desenvolvimento de vários ramos de comércio e serviços.
No Aeroporto de Londrina também foi constatada, por meio de um estudo comercial com usuários, a necessidade de instalação de uma farmácia, relata a encarregada de atividades de desenvolvimento, negócios e comercialização da Infraero, Valéria Stocco Gil. Segundo ela, neste ano será aberta uma licitação para que uma farmácia possa ser instalada no Aeroporto. Já funcionam nesse local uma loja de malas e bolsas, uma livraria e revistaria e uma loja de presentes.

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